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Ataques de hacker

Atualmente, a segurança de TI é a área mais debatida dentro da computação e isso se deve aos ataques de hackers, que nos últimos tempos estão acontecendo ao redor do mundo em aplicações importantes para a sociedade, tendo possíveis consequências graves para a privacidade dos dados pessoais de todos.

Esses ataques têm o objetivo de violar informações sigilosas de uma rede de sistemas, para obter dados de usuários e organizações de maneira indevida e criminosa. 

Formas de invasão

As invasões aos sistemas podem ser feitas de diversas formas e algumas delas são:

  • DDos:

Distributed Denial of Service (DDoS) é um ataque de negação de serviço, no qual procura impedir que os usuários consigam acessar de forma online os ambientes. Para que isso aconteça, são enviadas diversas requisições para o sistema a ser impedido, de forma que seja excedido sua capacidade de serviço e esgote os recursos de rede. Seu principal alvo são as empresas que necessitam de serviços online, como e-commerces, bancos e tribunais, ocasionando perdas financeiras e de força de trabalho;

  • Internet das coisas:

Os dispositivos de Internet das coisas (loT) cada vez mais vem tomando conta do mercado de TI. No entanto, por se tratar de uma tecnologia recente, em muitos casos ainda não possuem a segurança adequada para impedir que hackers ataquem, estando vulneráveis caso os usuários não tomem os devidos cuidados por estarem conectados à internet;

  • Mineradores de criptomoedas:

São scripts que rodam de maneira oculta no navegador a fim de minerar criptomoedas, geralmente se hospedam em sites duvidosos e acontecem quando são acessados em links com más intenções;

  • Ransomware:

Criptografa todos os dados de um equipamento, prejudicando empresas, hospitais, departamentos policiais e até sistemas que interferem em cidades inteiras, causando a perda de informações organizacionais pontuais;

  • Malwares:

Os ataques de malwares são os mais conhecidos pelo público, em geral, por se tratar de softwares maldosos com a intenção de obter informações do usuário, podendo ser um cavalo de troia, trojan ou phishing e possuem diferenças entre si:

  • Cavalo de tróia: Malware capaz de infectar toda a máquina do usuário. Geralmente, estão em links maliciosos ou embutidos em softwares pagos, disponibilizados em sites não seguros;
  • Trojan: Se trata de um pacote de vírus que se aproveita de fragilidades do navegador e da máquina, para serem instalados sem que a vítima perceba, roubando senhas e invadindo dados pessoais;
  • Phishing: Fraude eletrônica com a intenção de roubar dados de empresas e usuários, como dados financeiros. Como a própria tradução descreve, trata-se de “pescar” informações por meio de e-mails com links ou softwares com malwares no dispositivo da vítima.

As invasões geralmente se aproveitam de brechas, tanto dos sistemas como dos usuários, para que consigam os dados que desejam.

Exemplo disso aconteceu no Brasil, no dia 3 de novembro de 2020, em que o Superior Tribunal de Justiça sofreu um ataque hacker e teve acesso a diversos processos que estavam em julgamento no sistema, violando informações extremamente privadas.

No entanto, como se tratou de um ataque Ransomware, tiveram acesso apenas aos que estavam nos computadores, causando a perda de muitas informações. Sendo assim, é de fundamental importância que os desenvolvedores e usuários tomem as devidas precauções, para que casos como o do STJ não se repitam.

Porém, esses ataques tendem a se tornar mais complicados de serem realizados, visto que as empresas estão cada vez mais preocupadas com o problema e vem tomando uma série de providências, com o intuito de diminuir os casos de violação dos sistemas por hackers.

Nesse caso, podemos falar do Facebook, que por meio dos seus aplicativos (Instagram, WhatsApp e Facebook), vem encontrando formas de segurança, como a criptografia de ponta-a-ponta, autenticação de dois fatores, reconhecimento facial, entre outros. Esses são métodos muito mais eficazes para a segurança dos dados dos usuários das plataformas em comparação com os do passado, como eram as perguntas de segurança no início dos anos 2000.

Já por parte dos desenvolvedores das empresas, diversas iniciativas estão sendo realizadas para melhorar a segurança dos sistemas, como a proteção anti-DDos em seus servidores, utilização de VPN (Rede Privada Virtual) para acesso ao servidor da empresa, integração com softwares de código aberto e contratação de empresas de proteção e gerenciamento de dados, que permitem o backup e recuperação de dados, gerenciamento da nuvem, utilização de APIs (Interface de Programação de Aplicações) de aplicações nativas, para proteger os dados de forma consistente.

Portanto, é fato que os ataques de hackers são o grande desafio para a tecnologia no momento, por serem nocivos tanto para as empresas como para os usuários, tendo seus dados acessados por pessoas mal-intencionadas.

Desse modo, é essencial que ambos se previnam, estando atentos ao que acessam e utilizam, além de usarem tecnologias mais seguras quanto aos dados, para que a tecnologia em vez de ser uma aliada, não se torne vilã com o objetivo de obter informações de maneira indiscriminada.

Sobre o Autor

Leandro Lima
Leandro Lima
Leandro Lima é entusiasta da Computação em Nuvem e apaixonado por disseminar conhecimento sobre inovação e novas tecnologias. Especialista em Cibersegurança e Cloud Computing Atualmente exerce a função de Head de Tecnologia e Transformação Digital na DCIT TECNOLOGIA. Possui mais de 25 certificações profissionais em TI, dentre elas, Cisco CCNA / CCNP / ITIL / AWS Technical Professional / AWS Business Professional e AWS Solutions Architect Associate.